É proibido ter tomates


Isto a propósito da jogada de Boris Johnson com a suspensão do parlamento britânico, autorizada pela Rainha.

1. Se foi autorizada pela Rainha, concordemos, caro Rui Albuquerque que terá sido muito bem fundamentada. A Rainha não é uma jovem inconsequente, imatura e tosca, que vá em duas cantigas. Logo, QED, para o adjectivo "golpada". Ninguém vê a Rainha a participar numa "golpada" com todo o peso que o Brexit pode implicar para o UK (fala-se no desmembramento com saída da Escócia e Irlanda, fome e miséria durante anos).

2. Agora quanto aos tomates: É uma constante histórica contemporânea que sempre que aparece um homem com tomates - a sociedadezinha mediática, e por arrasto, os intelectuais e os bem-pensantes vão atrás - é reduzido a besta. Besta homofóbica, misógena, fascista e todos os epítetos que a esquerda possa inventar, suster nos media e tornar língua veicular que depois a direita usa se quer participar no debate público. Foi assim com Trump, com Bolsonaro, com Órban, com Salvini, com Bannon, e agora com Boris Johnson. E há mais exemplos. Até portugueses.

É proibido ter tomates numa sociedade cada vez mais emasculada, feminizada e amputada da coragem que abriu mundos e criou civilizações. Não que as mulheres, ou o ser feminino seja pior que o ser homem com tomates. O que é mau é ser-se meio-homem. Meio-homem não faz uma mulher completa e estas têm muito mais tomates que os fifis que nem entendem nem sabem o que está em causa. Principalmente nesta Europa decadente e estatista em fim de ciclo. 

Tomatizem-se.

Comentários

  1. Várias questões:

    1. Já não há paciência para a arrogancia etnocentrica anglo-saxónica. Afinal os paladinos da democracia tem que fazer um golpe de estado constituicional ou usar um esquema qualquer para tomarem medidas de emergência... Imagine-se se fosse o 2º ou 3ª mundo a fazer isso... Os AEP da vida escreveriam editoriais sem fim...

    2. UK fora da UE para criar uma União Britanica Insular desde os nordicos às Maltas/Gibraltares, Caraibas e excolonias, passando por Portugal se sairmos do euro, Catalunha e Flandres independente, em principio faz sentido do ponto de vista do ex-império. Porem a Inglaterra já não tem monopólio de nada. Os serviços financeiros são actualmente replicáveis em qualquer esquina. Tirando isso o que é que eles tem de especial que a UE, EUA ou China não tenham ? Não estamos no sec XIX. Há espaço para a multipolaridade geo-política, mas não significa necessariamente viabilidade económica de cada novo micro-império. O mesmo se aplica aos turcos que andam na mesma utopia.

    Portanto que o UK se separe da UE à vontade, e boa sorte, que bem precisam.

    3.Os tomates, de facto são assunto pertinente. O politicamente correcto, aka Marxismo Cultural, estratégia de controlo social de certa etnia do médio oriente para atingir os seus proóprios objectivos no ocidente, faz os homens femininos e mulheres masculinas. Algo que só cria problemas e é precsio chegar longe na maturidade para se perceber. Enquanto a internet for livre, é algo que está a mudar a grande velocidade no mundo atento (exclui-se natualmente Portugal). Leia um tal de @rationalmale no twitter sobre sexual interdynamics ou o Henrymakow.com a expor com rigor a evolução multi-centenária entre as forças do bem e do mal a nível social e político.

    Portanto os atentos terão cada vez mais vegetais vermelhos. Interessa saber se essa força será usada sensatamente ou não. Duvido que a medio e longo prazo o UK no novo imperio esteja economicamente muito melhor do que estaria dentro da UE.


    Vamos falando.
    @paulojsvaz

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    Respostas
    1. Há semanas aderi ao Revolut. E vou põr a minha empresa também lá. Serviços financeiros únicos, made in UK.
      Liderança nunca, mas nunca, se faz sem tomates. "Ter tomates" é ser capaz de tomar uma decisão num mundo caótico com n variações ponderáveis e mais inponderáveis. E ser capaz de suster o percurso escolhido quando as adversidades vão aparecendo. O Boris mostrou tomates e terá de os continuar a ter ou ficará sem cabeça.
      Homens com tomates fazem-nos falta como pão para a boca. Marias-vão-com-todos temos a rôdos e têm produzido o belo espectáculo de decadência civilizacional que mostramos ao mundo na Europa. Até os primários dos islâmicos nos comem de mansinho. Não é?

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