Voando sobre uma gaiola de bichos malucos

Ontem ouvi José Eduardo Moniz a entrevistar o abominável Sérgio Figueiredo (director de informação da TVI) e José Luis Goucha. O nível de delírio do que disseram é chocante. Goucha desculpou-se afirmando que contrariou muito do que terá dito Mário Machado e que defendeu os verdadeiros valores democráticos das "ideias perigosas" que Machado debita. Por "ideias perigosas" supõe-se que - por serem tão atractivas para os comuns dos estúpidos que vêem televisão nesta anedota de país - assim que as pessoas as ouvem ficam imediatamente convertidas em fantoches dos maquiavélicos extremistas de direita, certo? O Mário Machado tem, afinal, muito poder mesmo e justifica-se calá-lo e censurá-lo. Um magnete irresistível de extremismo. Uma autêntico Hitler, portanto, e espera-se a todo o momento que Mário Machado ganhe as próximas eleições e acabe com a democracia.
Goucha ainda disse algo mais alucinante: que não é precisa a televisão para expandir as ideias perigosas dos extremistas de direita. Para isso, bastam as redes sociais e pode constatar-se como a eleição de Bolsonaro significa o avanço do ideário perigoso.
Que tem Machado a ver com Bolsonaro? Machado tem uma suástica pintada no braço direito. Bolsonaro recebeu o PM israelita no Brasil como primeiro convidado depois de ser eleito.
Delírio.

Comentários

  1. Subscrevo tudo o que dizes e acrescento uma nota: Quando uma nação discute o programa do Goucha como causa nacional sobre o perigo da democracia, há muito boa gente a rir e a pagar para mais. Pelo programa do Goucha já desfilaram as mais inacreditáveis criaturas. A tvi tem há anos um programa onde um conjunto de pessoas estão fechadas numa "gaiola", escolhidas a dedo, onde são "manipuladas" para discutirem, apaixonar-se, fazerem sexo, e debitarem as banalidades típicas dos filhos do tipo de educação que temos. E anda o país a discutir um tipo que é de extrema-direita e foi a um programa de entretenimento banal. Não vamos longe, somos um país mesmo muito medíocre.

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